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Peru – Lago Titicaca – Isla Taquile – Décimo Primeiro Dia – 01/08/2015


Depois do susto do dia anterior, Stephanie passou bem a noite. Tínhamos um passeio marcado para as 07:30 da manhã para isla Uros e Taquile, mas achei melhor não acordar a Stephanie, por tudo que tinha acontecido na noite anterior. Quando deu o horário do passeio, o guia nos interfonou no quarto e a Stephanie ficou louca porque disse que não íamos mais: resumo da história: tive que arrumar as malas, nos arrumar e agilizar o check out e café da manhã em 10 minutos. Nem sei como consegui, mas logo estávamos no transporte para pegarmos a embarcação que passaria por Uros com destino final Taquile.

Água transparente do Lago Titicaca
Água transparente do Lago Titicaca

Antes de conhecermos a ilha, fizemos um passeio num barco menor,  onde uma criança cantou para a gente. O que me impressionou foi que ela cantou Michel Teló (nem sabia que havia 2 brasileiras no barco!). A energia elétrica não chegou a ilha, mas o Michel Teló sim. Isso não é  i m p r e s s i o n a n t e???

Ela cantou e depois pediu contribuição das pessoas. Não era uma cantora, nem tinha uma voz que nos admirava. O que me admirou realmente foram as músicas que ela cantou.

O barqueiro nos ofereceu totora para comer (lembram que as casas, o chão da ilha, os artesanatos, enfim… tudo é feito de totora). Eles comem como se fosse banana. Experimentei mas não gostei!

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Chegamos a Uros e tivemos novamente uma explicação sobre a ilha (visitamos a isla Purimita, que abriga 10 famílias). Esta não tinha um presidente como a ilha que havíamos visitado no dia anterior.Nos mostraram como uma ilha é construída com a totora, assim como suas casas e sua alimentação. Houve até demonstração de como os gatos adoram totora!

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gato comendo Totora!

Eles cantaram para nos recepcionar uma música que dizia como estavam felizes com a nossa presença. Após todas as apresentações, haviam representantes que no escolhiam para mostrar suas casas e conversarmos um pouco.

Quem me recepcionou foi a Mari, uma adolescente de 15 anos. Ela já não estuda mais, ajuda sua família na produção de artesanatos para turistas. A realidade deste povo eh tao diferente da nossa… Aos nossos olhos uma vida muito dura… É uma vida simples, onde não ha roubo, inveja, diferenças sociais entre eles…

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Eu e Mari
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A mãe da Mari

Após conhecermos a casa, que era super simples, só cabia a cama e tinha algumas coisas penduradas na parede, fomos conhecer o artesanato de cada família.

Diferente da ilha anterior que era uma cooperativa, e os artesanatos eram bem padronizados, em Purimita, percebi diferenças entre um “stand” e outro, o que me deu certa pena. Eu queria comprar artesanato da Mari, mas achei eles feios além de caros. Mas via que outras famílias tinham materiais mais legais (ainda assim bem caros!).

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Logo após as compras, voltamos para o barco rumo a Isla Taquile!

Ficamos mais de 2 horas no barco até avistarmos a ilha. O lago já fica 0 3800 m de altitude, a ilha chega a 4000m! Imagine como foi subir até a vila! O guia havia dito que em 15 minutos chegaríamos, mas eu e Stephanie demoramos mais de meia hora, muita água, muito descanso!

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Entrada para Taquile

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Caminho até a vila

Tivemos a sorte de irmos na semana da festa de São Tiago (25 de Julho a 5 de Agosto), com danças típicas na plaza.

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As roupas das pessoas da ilha falam sobre seu estado civil. Por exemplo, uma mulher com saia colorida que dizer que ela é solteira.

Vimos as danças e fomos almoçar na casa de uma família. As opções de comida que tinham era peixe ou omelete, sendo que o omelete não tinha queijo.

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Voltamos para o barco pelo outro lado da ilha. Descer sempre foi mais fácil, mas ainda assim tive dificuldade porque na descida tinha muitas escadas e devido a altitude me sentia zonza, o que fez com que novamente eu tivesse que parar várias vezes para me estabilizar.

Dicas para o passeio:

  1. Por mais que a previsão mostre uma temperatura de  3 C, você pode acreditar que estará muito quente (não em Puno, mas nas ilhas…)
  2. Segurar casaco é difícil, segurar o corpo a 4.000m de altitude é ruim! Cansa muito! Os guias recomendam que você deixe os casacos no barco.
  3. Use muito protetor solar!
  4. Se você for chato para comer, leve uma fruta ou algo assim, porque não encontrará opções de refeições

Voltamos na ilha, fomos para o hotel pegar as malas. Nosso voo de volta estava previsto para as 21h em Juliaca. Infelizmente o voo atrasou quase 3 horas. A LAN comprou lanche para todo mundo no aeroporto, mas foi uma noite bem cansativa. Chegamos no hotel em Lima mais de 3 horas da manhã. Neste dia, tentei novamente fazer o voo de parapente, mas o céu estava novamente fechado para voo devido apresentação da esquadrilha da fumaça. Eu e Stephanie vimos a apresentação, almoçamos no restaurante La Trattoria di Mambrino no Larcomar. Nosso voo era a noite e passamos a tarde dando comida para os gatinhos da Plaza Kennedy, uma coisa inusitada e que a Stephanie adorou! E assim terminou nossa aventura no Peru ❤

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Peru – Lima – Sexto Dia 27/07/2015


Chegamos a metade de nossa aventura no Peru! Nosso sexto dia no país foi o primeiro que nos demos ao luxo de acordar mais tarde. Tomamos café da manhã por volta de 9h e só depois fomos para rua.

Mais uma vez fomos em direção ao shopping Larcomar, mas nosso objetivo era achar o Parque del Amor e o local onde se decola de parapente. Quando chegamos no mar, andamos para a direita onde fica o parque. A caminhada durou menos de 10 minutos e logo avistamos o monumento del amor.

Uma outra forma de se chegar ao parque é pela Plaza Kennedy. Se você andar na calçada do Mc Donalds em direção a praia, sairá em frente ao Parque del Amor.

Parque del Amor
Parque del Amor

No parque del amor encontramos além da vista linda semelhante ao shopping Larcomar banquinhos de azulejos super charmosos para descansarmos, um lindo jardim e uma fonte dos desejos.

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Vista do Parque del Amor
Vista do Parque del Amor
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Jardins do Parque del Amor

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Fonte dos Desejos – Parque del Amor

Ao lado do parque fica um quiosque com as informações de voo de parapente. Como disse anteriormente, fui duas vezes tentar voar de parapente, mas nos dois dias o céu estava fechado para voos.

O voo tem duração de 10 a 15 minutos e o pacote com a filmagem e fotos é PEN 240.

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Com a frustração de não ter conseguido voar, mas ainda com a esperança de conseguir no domingo 02/08 (que o rapaz me garantiu que eu não teria problemas em voar na parte da tarde daquele domingo), pegamos um táxi rumo a Barranco. De Miraflores a Barranco demora menos de 10 minutos de táxi e o mesmo nos cobrou PEN 10 pela corrida.

Barranco é um bairro de Lima considerado boêmio. Há várias opções de bares e boates, mas como vocês sabem, fui com criança e este não era o meu foco, mas fica a dica. Além disso, este bairro vem se tornando um centro cultural de Lima, com galerias de arte como a Luzia de La Ponte, e lojas de design reconhecidas internacionalmente, como a Dédalo. Pedi ao motorista de táxi me deixar próximo a Puente de los Suspiros, uma construção de madeira, datada de 1876 que é famosa por ter sido o ponto escolhido para pedidos de namoro e casamento, além de fonte de inspiração de compositores e escritores.

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Seguindo o caminho da igreja que está ao fundo da foto, chegamos em um mirante.

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Stephanie resolveu fazer trancitas em Barranco.

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Poço dos Desejos

Para chegarmos até a pista do mar, descemos uma ruela estreita na lateral do mirante com vários restaurantes ao redor.

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Antes de chegamos a praia, atravessamos uma passarela que nos levaria finalmente próximo ao mar (estávamos sempre na parte superior das falésias!).

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Descemos até a praia, onde ao invés de uma faixa de areia, encontramos uma faixa de pedras.

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Pensei em almoçar em um dos restaurantes de Barranco, mas já havia marcado com o Manu de almoçarmos juntos perto do hotel, pois tinha que pegar as malas e ir para o aeroporto rumo a Cusco. Voltamos a Miraflores e almoçamos no restaurante Don Belisario.

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http://www.donbelisario.com.pe/

A comida neste restaurante é deliciosa. Tenho alguns comentários:

1. vem muita muita muita comida.

2. las yuquitas a la huancaina são deliciosas (yuquita é aipim frito)

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3.los camotes de la abuelita são imperdíveis (batata doce palito frita)

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Depois do almoço maravilhoso, pegamos as malas no hotel e fomos para o aeroporto. Destino: Cusco!!

Este foi o último dia que vimos o Manu. Adorei ter reencontrado meu velho conhecido da faculdade e ter tido a oportunidade de conhecer um pouco de seu país e sua cultura! Espero não esperar mais 12 anos para reencontrá-lo ❤

Nosso voo para Cusco estava previsto para 17:40. Chegamos no aeroporto quase 17h, super atrasadas!  O aeroporto estava lotado e já fui logo procurando um agente de atendimento para furar a fila, pois senão perderíamos o voo. Fomos rapidamente atendidas graças ao nosso atraso, porém nosso voo assim como nós, não saiu na hora prevista.

Chegamos em Cusco após as 20h. O aeroporto já estava fechado. Uma observação que gostaria de fazer é que o aeroporto de Cusco é muito pequeno. Aconselho a quem for viajar para esta cidade fechar um transfer com o hotel. Não tinha ninguém no aeroporto, me senti um tanto perdida, pois minha mala foi uma das últimas a sair e todo mundo já tinha ido embora. Não tinha um táxi visível. Aproximei-me de um homem e perguntei por táxi e ele me ofereceu transporte até o hotel. Do aeroporto até o centro histórico são menos de 10 minutos e o motorista cobrou PEN 30. Para se ter uma ideia, quando fui embora de Cusco paguei PEN 10 até o aeroporto.

Vou deixar para começar a falar efetivamente de Cusco no sétimo dia, pois cheguei a cidade já de noite e cansada.

Beijos e nos vemos no post de Cusco ❤ !

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Peru – Lima – Quinto Dia 26/07/2015


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O quinto dia no planejamento inicial iríamos a Nasca, mas resolvi voltar a Lima. O ônibus de Ica para Lima não era tão top quanto o da ida. Tinhamos a poltrona de couro larga e o serviço de bordo. A televisão era 1 para o andar. O retorno foi mais rápido que a ida, pois não era via Paracas. Foram 4 horas de viagem. Chegamos em Lima um pouco antes de meio dia. Da agência de ônibus, fomos diretamente para o hotel (nos hospedamos novamente na Casa Andina). Deixamos as malas e fomos almoçar no shopping Larcomar.

Fomos ao restaurante Tanta que havíamos conhecido em nossa viagem ao Chile. Resolvi abrir o almoço com uma entradinha peruana, mas não gostei muito. Pedi uma “Causa Limeña” que é batata, frango com maionese, ovo cozido, tomate com salada. Vou ser sincera: me foquei nesses ingredientes. Apesar de eu não gostar de tomate, acho tolerável e por isso achei que eu gostaria do prato. O ingrediente que eu não havia focado e que havia no prato é o abacate. Os mexicanos que me perdoem mas não suporte nem o cheiro de abacate. Lembro-me da  infância com massagem capilar de abacate, aquela fruta agarrada no cabelo, aquele cheiro forte. Detesto. A entrada era boa, mas tive que fazer um aparthaid (o abacate que me perdoe!!).

Batata, frango com maiosene, ovo cozido, abacate e tomate acompanhado de salada
Batata, frango com maiosene, ovo cozido, abacate e tomate acompanhado de salada

Como prato principal eu comi raviole e a Stephanie sopa (quando a Stephanie viu o cardápio, foi um tal que não gosto de nada que foi difícil!). Mas quando ela viu meu raviole queria meu prato (e  eu tinha falado várias vezes para ela escolher uma massa).

Canja de Galinha
Canja de Galinha
Bañados en su propio juguito al vino tinto, cremita de mostaza y parmesano
Bañados en su propio juguito al vino tinto, cremita de mostaza y parmesano

Depois do almoço fomos para o hotel, tomamos um bom banho e rua!

A idéia inicial era irmos ao Museu Nacional de Arqueologia e de lá irmos ao Museu do Larco. Eram 15h, pegamos o táxi e por sorte perguntei quanto tempo levaríamos para chegar. O motorista falou que quase 1hora. Pedi desculpas, mas falei que não iríamos mais porque este museu aos domingos fecha as 16h, ou seja, não daria tempo. Dizem que ele é o museu mais bonito e completo de Lima. Infelizmente não conseguimos conhecer.

Postei aqui informações importantes do Museu Nacional de Arqueologia:

Características da visita
Duração da visita: duas horas
Informações em: Espanhol / Francês / Inglês / Italiano

Observações: Última quinta-feira de cada mês o ingresso é gratuito de 17h às 21h e no primeiro domingo de cada mês é gratuito para todos os estudantes

Horário
Terça a Sábado de 9 às 17h

Domingos e feriados de 9 às 16h.

http://mnaahp.cultura.pe/

Restava irmos ao Museu do Larco. No livro Lonely Planet Peru, eles davam a indicação de como chegar ao museu de transporte público, partindo da avenida Arequipa (MIraflores). Eu já sabia chegar a esta avenida e então não hesitei em me aventurar.

Chegando na avenida, avistei dois guardas e resolvi perguntar aonde passava o transporte. Fiquei super triste porque aquela linha não existia mais e para eu conseguir chegar ao museu, teria que pegar 2 ônibus. Agora pergunto a vocês: de quem eu lembrei escrevendo isso no post? Claro que de nosso querido prefeito Eduardo Paes, que estará extinguindo várias linha de ônibus, fazendo com que uma pessoa que more na zona norte do Rio de Janeiro tenha que pegar 2 ônibus para chegar a zona sul e dizendo que está melhorando a mobilidade urbana com esse ato (só se for a mobilidade de quem está de carro! – momento desabafo!!!!).

Acabei me rendendo e pegando um táxi. O Museu do Larco fica em Pueblo Libre e a corrida de táxi partindo de Miraflores custa PEN20. Neste museu encontramos a coleção particular de Rafael Larco, um jovem arqueólogo que em 1926 ajudou a fundar-lo com o intuito de preservar a cultura ancestral peruana. O museu também contempla dezenas de civilizações que viveram no território, como virus, chimus, nascas, incas e cupisniques, entre outras. São objetos de cerâmica, jóias, artefatos têxteis, armas, vestimentas e utensílios de uso cotidiano, organizados cronologicamente e de acordo com o material empregado. Gostei muito dele, achei bem completo, muito rico culturalmente.

Uma coisa que me chamou atenção em geral, mas principalmente no Museu do Larco é que não há informações em português. Somos países vizinhos! Será que eles supõem que qualquer brasileiro ou turista de língua portuguesa entende espanhol? No Larco tinha legenda até em japonês!

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É permitido tirar fotos sem flash em todo o museu.

O museu fica em um enorme casarão com um jardim lindo!

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Características da visita
Duração da visita: duas horas
Informações em: Espanhol / Francês / Inglês / Italiano / Japonês / Alemão

Horário
Segunda a Domingo de 9 às 22h

http://www.museolarco.org

Na saída do museu há um restaurante muito fofo, onde experimentei uma sobremesa peruana chamada Tres Leches e Stephanie preferiu não arriscar escolhendo um delicioso mousse de chocolate.

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Tres Leches: leite condensado, creme de leite e leite pasteurizado
Tres Leches: leite condensado, creme de leite e leite pasteurizado

Quando estávamos saboreando nossos docinhos, meu amigo Manu me ligou para nos encontrarmos mais tarde. Ele estava com seu filho Diogo de 3 aninhos, e aí então tivemos a oportunidade de conhecê-lo.

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Manu, Diogo e Stephanie no Starbucks Larcomar

Nossa noite fechou com mais comilança! Fomos ao Larcomar, as crianças brincaram no parquinho próximo ao Paddington em seguida fomos ao Tony Roma’s comer. A vista deste restaurante é muito bonita e a comida deliciosa!

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Peru – Paracas – Quarto Dia 25/07/2015


Nosso quarto dia como de hábito começou bem cedo, às 6h da manhã. Malas prontas e check out efetuado deixando as malas no bagageiro do hotel. O café da manhã no hotel Mossone (hotel que nos hospedamos em Huacachina) ficou bem a desejar. Sabe quando você não tem o que comentar? Foi como tomar café da manhã em casa – não foi pior… quem me conhece sabe que um copo de leite com nescau me deixa feliz. Não tinha leite com nescau. Não tinha suco. Só tinha pão de forma, manteiga, café. Voltando ao tema leite com nescau, quem tem criança sabe que isso é uma coisa relativamente importante de saber se há ou não. Eu encontrei achocolatado em caixinha apenas em um mercado de Cusco (nas outras cidades não achei!). Sempre encontrava de morango, de banana, mas o chocolatinho foi bem difícil!

Às 7 horas estávamos prontas esperando a van que nos levaria a Paracas e Islas Ballestas. No dia anterior passamos um calor danado em Ica. Para este passeio sabia que estaria um pouco mais frio, mas vou te falar… de manhã estava muitoo frrrrrrio!! A sorte que preparei uma mochila tipo “cebola”. Stephanie estava de vestido, mas eu havia colocado uma calça legging, uma blusa extra e um casaco na mochila. Antes da van chegar, Stephanie já havia incorporado as roupas que levamos. Até a canga virou cachecol!

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A van chegou um pouco depois do que eu esperava e às 07:30 estávamos acomodadas, buscando as últimas pessoas que iriam conosco a este passeio. A viagem de Ica a Paracas leva 1h e às 9h estávamos no porto de Paracas para pegarmos a embarcação que nos levaria até as Islas Ballestas.

Chegando lá tinha realmente muita gente e muitos barcos também. Próximo ao estacionamento há uma lanchonete sem opções rápidas de comida (basicamente só sanduíche quente), e não tínhamos muito tempo para esperar. Em menos de 5 minutos já estávamos no barco. O barco era relativamente grande, cabia mais ou menos umas 40 pessoas. Todos estávamos com colete salva vidas e havia um guia bilíngue (inglês/espanhol) falando sobre o passeio.

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Não passou 2 minutos e todos avistaram um golfinho (todos menos eu!!!!). Pararam o barco e nada de eu ver o bendito golfinho. Quando eu olhava para um lado ele aparecia do outro e foi assim até eu desistir dele.

O primeiro ponto que vimos foi “El Candelabro”. O candelabro é um geoglifo famoso, assim como as linhas de Nasca e calcula-se que exista há 2.500 anos. Explicando claramente ele é um desenho de um candelabro feito na areia que não se desfaz e por isso é um mistério. Num local que há tanto vento, como não se desfaz? Uma explicação razoavelmente sensata que o guia nos deu é porque a direção do vento não vai de encontro a ele. Mas mesmo assim, são 2.500 anos sem se apagar , realmente é um mistério.

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Stephanie e El Candelabro

Vendo “El Candelabro” eu decidi que não iria a Nasca. Achei interessante, intrigante o fenômeno. Mas não achei que valeria USD 300. Acho que o sonho não tem preço. Mas não era meu sonho conhecer. Não estava muito segura em embarcar naqueles aviões (talvez por eu trabalhar em uma empresa de táxi aéreo). Naquele momento, olhei para o candelabro e pensei: não vou a Nasca.

Poucos minutos depois chegamos finalmente as Islas Ballestas. O lugar é lindo. Você estar no habitat natural dos leões marinhos (ou lobos marinhos???) é uma coisa incrível! E a quantidade de aves?  São milhares de aves.  Nestas ilhas são produzidos adubos naturais das fezes das aves – e por um bom tempo este foi o principal produto produzido na no Peru. Acho que vocês poderão ter ideia da quantidade de aves e adubo produzido. Este adubo se chama guano.

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As formações rochosas e os animais são vistas belíssimas, a cada segundo você fica maravilhado. Não sei se por sorte ou azar encontramos 1 pinguim. Só um pinguinzinho.

Uma dica para este passeio é sentar-se a direita. A ilha encontra-se deste lado, por isso a melhor vista (o golfinho que eu não vi estava a esquerda).

Ao fim do passeio desembarcamos no porto, nos encontramos com o rapaz da agência de passeios e ele anunciou que teríamos 30 minutos para andar naquela região.

  Restaurantes Porto de Paracas

Ao redor do porto há muitas barraquinhas de artesanato, mas o que eu mais recomendo é a trufa de chocolate recheada com pecana. Pecana é um tipo de nozes e em relação a este doce posso dizer que vale muito a pena! As moças que vendem chocolate oferecem uma amostra grátis para experimentar a trufa de pecana. Elas vendem caixas com 5 trufas de pecana ou trufas sortidas (passas/figo/pecana/…). Uma outra coisa que vale a pena são pulseirinhas artesanais. Eu comprei uma pulseirinha pra Stephanie no Mercado Inka por PEN 10 que lá era vendida por PEN 2. Olha a diferença!

Saindo do Porto fomos em direção a Reserva Nacional de Paracas. Não sabíamos se poderíamos entrar pois as condições meteorológicas fecham o parque. O grande problema do parque é a velocidade do vento e a partir de um certo limite a reserva é fechada, mas tivemos sorte e entramos. Já eram por volta de 11:30 e já estávamos com calor novamente (Stephanie se desfez de suas camadas de roupa/cebola e já estava só de vestido).

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Museu Reserva Nacional de Paracas
Reserva Nacional de Paracas -ao fundo habitat de flamingos

A reserva por sua vez não teve tanta sorte e no último grande terremoto (2007) foi parcialmente devastada. O museu que lá funcionava está em reconstrução e a formação rochosa chamada de Catedral foi totalmente destruída. Apesar disso a reserva tem paisagens belíssimas e é o habitat natural de flamingos.

Ao fundo habitat dos Flamingos

Na reserva há várias praias (alguns turistas se banham) e restaurantes aonde você come peixe fresquinho.

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Ganhamos de brinde do restaurante um pisco e um leche de tigre para Stephanie. O leche de tigre é uma bebida feita de ingredientes para temperar o peixe e confesso que Stephanie só cheirou – risos (eu também não tive coragem). Para quem quiser saber a receita desta iguaria (por que não?) pesquisei na internet e achei no site abaixo:

http://www.culturaperuana.com.br/leche-de-tigre/

Stephanie tomando leite de tigre e comendo milho de pipoca frito regado a Inka Cola

Stephanie tomando(cheirando) leite de tigre e comendo milho de pipoca frito regado a Inka Cola

E são com as imagens abaixo que nos despedimos da Reserva Nacional de Paracas rumo a Ica novamente.

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Voltando um pouquinho no tempo, na noite anterior resolvi um pequeno probleminha básico: fazer reserva de hotel para este dia que estava chegando ao fim. Bem, como eu disse no post de Huacachina, eu só consegui reserva próximo a lagoa para uma noite e não sabia exatamente o que ia fazer… se tentava reservar algo em Paracas, se iria para Nasca ou ficava em Ica… Entrei rapidamente no app Hoteis.com e reservei o Gran Hotel Ica para 1 noite.

Eu não sei o que falar sobre este hotel… se eu gostei? A resposta é não. Ele apresentou alguns pontos bem críticos. O prédio onde ele se encontra possui outras empresas, mas isso nem é de fato um problema visto que para ir aos andares do hotel, você precisa passar o cartão magnético no elevador.  Porém para você chegar a esse elevador você precisa subir uns degraus… muitos para quem está com uma mala… uma eternidade para quem está com 3 malas, 1 mochila e 1 criança (eram por volta de 15 degraus). O segundo ponto que pecou foi que a água não esquentava o suficiente para o banho que eu estava sonhando. E o terceiro ponto foi o café da manhã que não estava disponível às 7h. Porém tenho que ressaltar que ele fica numa via principal, a duas quadras do shopping Plaza del Sol, que foi onde eu e Stephanie fomos comer a noite. Antes de ir ao shopping, fomos à agência e compramos passagem para voltar a Lima. Não queria ir muito cedo para poder descansar, mas como o ônibus de 10h só tinha lugar no segundo andar, compramos passagens para 7:30h. O valor da passagem foi mais barato que a ida (PEN 60), mas no dia seguinte descobri que o conforto não era o mesmo.

O destaque da noite foi o moto táxi triciclo de Ica que eu e Stephanie chamamos de Tuk Tuk. Manu não sabe de onde tiramos isso! rs – afinal o nome é triciclo – eu acho que uma vez eu vi um veículo semelhante na Índia e o nome era tuk tuk.

Tuk tuk ou moto triciclo???
Tuk tuk ou moto triciclo???

E mais um dia terminou nessa nossa missão de desbravar o Peru ❤

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Peru – Huacachina – Terceiro Dia 24/07/2015


Huacachina… sinceramente não sei exatamente como tomei conhecimento deste lugar, mas posso afirmar que foi bem recente!

Quando vi a foto desse Oasis no meio do deserto pensei: Quero muito conhecer lugar! E eis que consegui ou melhor conseguimos! Eu e Stephanie carimbamos em nossa memória esta paisagem inesquecível… H U A C A C H I N A!!

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Ir a Huacachina não foi uma tarefa muito fácil. Isso devido a questão de termos ido na semana do feriado pátrio.

Nossa primeira dificuldade começou no Rio de Janeiro, pois queríamos passar 2 noites, e não consegui disponibilidade de hotel (reservei com 1 mês de antecedência). Huacachina fica na cidade de Ica, costa Sul do Peru e é como se fosse um bairro desta cidade. Agora eu poderia dizer a vocês que ficar em Ica (fora de Huacachina não é ruim e é uma solução barata). Isso porque do centro de Ica a Huacachina são no máximo 10 minutos de carro. É realmente muito perto.

A minha idéia inicial era a seguinte: ir para Huacachina, passear por lá de dia, dormir uma noite e nos próximos 2 dias ir a Paracas e Nasca. Paracas fica 1 hora de Ica (direção Lima) e Nasca 2 horas (direção Arequipa). É uma cidade central para os 3 passeios. O que aconteceu não foi muito diferente disso.

Como eu comentei nāo há muitos hotéis em Huacachina. Não encontrei disponibilidade de hotel pelo site http://www.hoteis.com  e por isso recorri ao http://www.booking.com. A maioria das opções oferecidas eram de hostels, o que não era o que buscávamos. Por fim conseguimos 1 noite no Hotel Mossone (através do booking). O quarto deste hotel é bem amplo, banheiro limpo com ducha quente. Este hotel se localiza em frente ao lago (a entrada é pela rua lateral), tem piscina, bar. O ponto a desejar na minha opinião é o café da manhã que é bem fraco.

Quando chegamos em Lima, dia 22/07, falei com o meu amigo Manu que no meu planejamento iria dia 24/07 a Ica. Ele ficou bem preocupado por causa da procura de passagens para o feriado pátrio. Resumindo, a segunda agência de viagem (rodoviária de uma empresa) que fomos, a Cruz del Sur ( http://www.cruzdelsur.com.pe/) tinha passagem para a data e horário que planejamos.

Sexta-feira às 6 horas da manhã fiz check out na Casa Andina, rumo a Ica. A passagem que comprei custou PEN 90, um valor que eu havia achado caro, mas soube que as passagens de ônibus não tem preço tabelado como no Brasil, elas são resultado de oferta e demanda como nas passagens aéreas. Quando entramos no ônibus, tivemos uma bela surpresa: me senti em avião primeira classe!

  • Cadeira larga de couro
  • Encosto para o pé
  • Televisão individual com boa programação
  • Cobertor e travesseiro
  • Serviço de bordo

Ah, uma dica: comprei passagem no primeiro piso que disseram ser mais confortável, e seguro e custava cerca de PEN10 a mais que o segundo piso.

cruz del sur

onibus new

Após 5h de viagem, chegamos a Ica (o ônibus era via Paracas e por isso demorou 1h a mais que um ônibus direto). Retiramos nossa bagagem e um taxista nos abordou para nos levar até o hotel. O preço do táxi da agência Cruz del Sur a Huacachina foi PEN10. No meio do percurso o taxista falou que tinha hotel, agência de turismo para fechar passeios e etc. Como tínhamos pouco tempo para procurarmos opções (chegamos meio dia), fui até a agência para ver os pacotes que eles tinham o oferecer.

Huacachina:  ofereceram um passeio de bugre no final da tarde, com instrutor de sandboarding, aluguel de prancha nas dunas, com um sunset sensacional.

Paracas:  Islas Balletas que fica em Paracas. Havia 2 pacotes: o primeiro apenas metade do dia onde iríamos só nas Islas Ballestas e o segundo que após o passeio do primeiro pacote iríamos a Reserva Nacional de Paracas.

Nasca: transfer até o aeroporto de Nasca onde poderíamos escolher entre 3 modelos de aviões que tinham como diferencial a altitude atingida e a quantidade de passageiros no avião, ou seja poderia haver possibilidade de não sentar na janela.

O preço dos  passeios a Nasca variam de USD 80 a USD 150 por pessoa. Fiquei muito na dúvida se faria ou não este passeio. Minhas dúvidas eram a respeito de segurança  e se este passeio valeria o custo. Na apresentação me foi colocado que se você não tiver uma máquina fotográfica super potente e sorte de ficar na janela, para o passeio valer a pena seria comprar o pacote de USD 150, onde todas as poltronas são na janela e o voo é mais baixo. Resolvi pensar mais a respeito deste passeio, pois como o dólar estava 3,50, este passeio sairia por mais de BRL 1.000 para nós duas.

Finalmente fechamos os passeios de Huacachina e Paracas full day e fomos para o hotel Mossone. A diária do hotel se iniciava às 14h. Deixamos a mala no hotel e fomos ver o que poderíamos fazer até o horário de entrarmos no quarto.

Em Lima a temperatura estava próximo a 15C e em Huacachina estimo q estivesse uns 30C. Imagina o calor que estávamos sentindo! Stephanie logo de cara quis andar de pedalinho no lago. No sol. Sem comentários. Fomos, mas passamos um calor!!! O pedalinho custa PEN 20 por um período de 30 minutos.

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Andando de pedalinho lembrei que não tinha levado short pra Stephanie, a única roupa de calor que levei foi um vestido que não seria muito apropriado para o sandboarding. Assim que saímos do lago, fui procurar um short nas lojinhas ao redor do lago. Na última lojinha encontrei um shortinho de malha que seria perfeito para o que queríamos.

Fomos almoçar, ao redor do lago tem uns 6 restaurantes (3 de cada lado), e escolhi no chute. O preço de cada prato é cerca de PEN 25 e logo após o almoço estávamos aptas a trocar de roupa no hotel.

Stephanie estava doida para dar um mergulho na piscina, e após um banho conseguimos 40 minutos para ela matar a vontade antes do passeio de bugre com aula de sandboarding.

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Eu já havia andado de bugre em Canoa Quebrada, próximo a Fortaleza. O que eu posso dizer que em Huacachina é totalmente diferente. É emoção 99% do tempo. As dunas são enormes, as manobras bem radicais. Eu lembro que quando andei de bugre na viagem a Fortaleza, Stephanie tinha 5 ou 6 anos e até tinha cinto de segurança, mas lembro que fiquei com medo de não segurá-la direito e acontecer alguma coisa. Em Huacachina o que temos não é um cinto de segurança, é mais que isso, ficamos imobilizadas do peito a cintura – porque os movimentos foram realmente radicais – achava que íamos capotar a cada minuto.

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O bugre que pegamos era muito bonito, fiquei apaixonada, era muito bonito.

Parada para o sandboarding
Parada para o sandboarding

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As pessoas pareciam formiguinhas lá embaixo - fiquei com medo de virar cambalhota!
As pessoas pareciam formiguinhas lá embaixo – fiquei com medo de virar cambalhota!
Deserto de Ica

Desci as 4 primeiras dunas. A Stephanie ficou com medo na primeira, mas depois foi também. A última descida era uma duna dupla, eu fiquei com medo e não fui. Stephanie ficou com muita vontade de ir mas o instrutor não deixou, pois achava ela pequena. Levando-se em consideração que estamos quase do mesmo tamanho, eu também era pequena para ir :p!

Já eram quase 18h e o pôr do sol estava se aproximando. O instrutor nos levou para uma posição especial no meio do deserto e o que pudemos ver foi o pôr do sol mais que espetacular!

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Voltamos para o Oásis ansiosas para os passeios do próximo dia!

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Peru – Lima – Segundo Dia 23/07/2015


Segundo dia em Lima… pensei que fosse conseguir fazer muitas coisas!!!! Só que não foi bem assim!

Acordei super cedo e para confessar todos os dias foram assim no Peru – fiquei presa ao fuso horário do Rio de Janeiro que estava duas horas a frente dos limeños.

No dia anterior eu havia visto que em Miraflores passava aquele ônibus turístico de 2 andares vermelho. Logo pensei… ele deve começar a rodar as 9 horas, vou pegá-lo e conhecerei os principais pontos turísticos. Mas o que aconteceu não foi exatamente isso e vou explicar porquê.

Stephanie queria andar de bicicleta na orla e eu disse que se acordássemos bem cedo poderíamos dar uma volta e as 9h estaríamos prontas para o ônibus turístico. Às 7:30 já estávamos tomando nosso desayuno e não sei exatamente em que momento nos atrasamos. Quando nos demos conta já eram quase 8:30 e ainda estávamos no hotel.

Resolvemos deixar o passeio de bicicleta para outro momento e fomos até o ponto do ônibus turístico na Plaza Kennedy. O ônibus não era como pensávamos… aqueles ônibus que descemos em nossos pontos de interesse e voltamos a pegar um tempo depois. Os ônibus tinham algumas rotas específicas para escolher como vocês podem ver abaixo:

Lima de dia

Lima de noche con Barranco y Chorrillos

Lima de noche con circuito del agua

E alguns outros circuitos… ou seja… não é exatamente a mesma proposta dos ônibus de turismo que já pegamos em algumas cidades que visitamos. Para vocês saberem mais sobre o ônibus e os circuitos, sugiro que visitem a página http://www.mirabusperu.com.

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A rota que ia ao centro histórico saía às 10:30.  Então resolvemos fazer o passeio de bicicleta e retornar mais tarde para este passeio.

Andamos até o Larcomar onde há um quiosque (Mirabici) que aluga bicicleta de diversos tamanhos a PEN 20.

Chegamos por lá ia dar 9:30 e o quiosque só abria as 10h. Fizemos uma caminhadas curtas para passar o tempo e no final o rapaz só conseguiu nos dar a bicicleta as 10:15. Resumo: o passeio no ônibus turístico babou e o passeio de bicicleta venceu.

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Depois de 1hora de pedalada e dos planos seguintes dissolvidos tive que começar a reprocessar o que fazer. Alguns taxistas me ofereceram passeios para Pachacamac (complexo arqueológico – PEN 200/250), porém este passeio dura em média 4 horas e eu havia combinado de almoçar com meu amigo Manu por volta de 14h. Não dava tempo. Para saber mais sobre Pachacamac sugiro que visite este site http://www.mysteryperu.com/por/co_lima_pachacamac.html. Como não fui, não sei se vale a pena o investimento.

Investi alguns minutos no meu livro do Peru e pesquisas no google para ver quanto tempo levava para chegar em algumas possibilidades turísticas.

Por fim escolhi ir a Huaca Pucclana pois teria por volta de 2 horas até encontrar com o Manu para o almoço. Huaca Pucclana são ruínas que ficam próximas ao centro de Miraflores. Eu fui achando que chegaria em 10 minutos, visitaria em 1 hora e antes da hora marcada estaria no hotel. Pois bem, gastei 2 horas e meia visitando este sítio arqueológico que fica no meio de uma área residencial da cidade. Não posso dizer que é um lugar fantástico mas desde o momento que virou patrimônio histórico, foi muito bem cuidado. Digo isso porque na visita guiada vocês ficarão sabendo que o sítio até a década de 50 por exemplo era muito maior e parte foi derrubado para expansão da cidade. Neste sítio arqueológico que é datado pelo período de 200 DC a 1000 DC, eram feitos cultos e sacrifícios. O local é bem cuidado e vocês poderam ver como era o trabalho do povo limeño, subir nas pirâmides (que não tem o formato de pirâmide perfeita), ver a plantação de algodão que existia na época, assim como as llamas e o perro (cachorro) pelado do Peru. A visita guiada que eu fui era em espanhol, mas o museu oferece viaita guiada em outras línguas.

Para saber mais sobre Huaca Pucclana, viste o site  Continuar lendo “Peru – Lima – Segundo Dia 23/07/2015”

Publicado em Peru

Peru – Lima – Primeiro Dia 22/07/2015


Nosso primeiro contato com a culinária peruana foi na lanchonete “La Lucha” – http://www.lalucha.com.pe – que sanduíche!!! Primeiro pensei que fosse achar estranho um sanduíche com batata doce – no Peru tudo acaba em batata! Mas qual a surpresa. Achei maravilhoso!! Super recomendo. Há uma La Lucha na Plaza Kennedy ao lado do Starbucks.

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Nosso primeiro dia em Lima começou no La Lucha e em seguida fomos para rodoviária, ou melhor para as agências de ônibus procurar passagem para ir a Ica. Como na semana seguinte era feriado pátrio, não consegui passagem na primeira agência. Aqui no Rio de Janeiro vamos a Rodoviária e procuramos passagem em várias companhias de ônibus. Em Lima não é assim. Cada empresa de ônibus tem sua própria rodoviária e a este lugar denomina-se agência. Não lembro o nome da primeira agência que eu fui, mas  não consegui passagem para o dia que eu queria a Ica (isso foi no dia 22/07 e queria comprar passagem para o dia 24/07).

Na segunda agência que eu fui tinha tanta gente, tanta gente, que o dono da empresa 1001 aqui no Rio/Niterói morreria de inveja. Ficamos aguardando nossa vez de ser atendido (tinha senha!) com meu amigo Manu mais de 1 hora sem saber se conseguiria ou não a passagem. Essa agência chama-se Cruz Del Sur, e consegui comprar a passagem exatamente do jeito que eu tinha planejado. Na sexta-feira, dia 24 de julho eu estava na agência as 06:30 da manhã rumo a Ica. Essa agência tem aplicativo e site http://www.cruzdelsur.com.pe . No post de Ica vou falar sobre o ônibus e preço de passagem.

cruz del sur

Depois de resolvida a questão do primeiro deslocamento de viagem, fomos conhecer o Larcomar.

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Como dissemos na postagem anterior, ficamos hospedadas na Casa Andina Select, localizada na calle Schell. Gostei bastante da localização, pois estávamos próximas da praia/Larcomar, da Plaza Kennedy, da Av Petit Thouars (onde fica o Inka Market) e o Parque Del Amor. Podíamos fazer todos esses roteiros a pé. A loja Ripley fica na Calle Schell e a Saga Falabella na Plaza Kennedy para quem quiser fazer umas comprinhas que não sejam típica do Peru. Na calle Schell tem um supermercado, muitas farmácias e restaurantes próximos, por isso eu recomendo bastante. Porém, se você não estiver disposto a pagar por volta de BRL 350,00 de diária, a versão classic que custa cerca de BRL 250,00 a diária (Av Petit Thouars) e não fica tão longe quanto eu achava pelo mapa.

mapa miraflores

Após o passeio com direito a um chocolate quente com caramelo do Starbucks para espantar o frio, fomos conhecer o Inka Market.

Para finalizar o dia, ou melhor a noite, pegamos um táxi no Inka Market e fomos para o Parque das Águas. O  taxista cobrou PEN 15 para nos levar ao parque e PEN 20 para retornar ao hotel.

Parque das Águas:

Funcionamento: De segunda a domingo e feriados de 06:00 a 13:00 entrada livre (fontes não estão ligadas nesse horário). De quarta a domingo e feriados de 15:00 às 22:30 (Circuito Mágico del Água – Show das Fontes).
Valor do ingresso: PEN 4. Crianças até 4 anos e maiores de 65 anos não pagam.
Horário espetáculo da Fonte de la Fantasia: 19:15, 20:15 e 21:30.
Endereço: Santa Beatriz, Lima 15046.

É possível chegar ao parque através do Metropolitano (BRT) descendo na estação Estádio Nacional (linha que passa na Plaza Kennedy).

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Lima: a cidade banhada pelo Oceano Pacífico que fica a 150m acima do nível do mar


Nossa primeira parada no Peru foi a porta de entrada aérea da maioria dos turistas: Lima!

Antes de chegarmos a capital, a primeira questão que tivemos foi onde se hospedar. Alguns amigos já haviam falado que o melhor bairro para nos hospedarmos seria Miraflores (eu concordo!) e uns foram mais específicos ainda: próximo a Plaza Kennedy. Eu concordo plenamente com os comentários, mas tenho uma crítica a fazer. Quando eu comecei a procurar hotéis, entrei no google maps para ver a região e achava todos os lugares estranhos. Tive muita dificuldade para escolher o hotel por conta disso. Além disso, achei os hotéis em Lima bem caros. Os hotéis com preços mais em conta tinham comentários negativos sobre o banheiro, quesito super importante em nossa escolha.

Por fim escolhemos a rede Casa Andina – ficamos hospedadas nessa rede em todas as cidades do Peru em que passamos, exceto Ica, pois não havia hotéis dessa rede. Em Lima nos hospedamos na Casa Andina Miraflores Select, que é um hotel intermediário da rede (excelente hotel na minha opinião). Fiz a reserva pelo site http://www.hoteis.com. Para quem não conhece, este site possui um programa de fidelidade chamado  Rewards. Neste programa, a cada 10 diárias em hotéis que participam desta “promoção” você ganha uma diária no valor médio utilizado. A Casa Andina é dividida em 3 categorias: Classic, Select e Private Collection (http://www.casa-andina.com). Quando olhei pela internet a Casa Andina Classic de Miraflores parecia mal localizada, eu teria que atravessar uma Via Expressa para chegar a Plaza Kennedy, fiquei receosa em me hospedar. Após conhecer Miraflores posso dizer que não é mal localizada, fica em frente ao Mercado Inka, um mercado de artesanatos e souveniers.

Ele fica umas 5 quadras mais distantes do shopping Larcomar comparando ao hotel que me hospedei. E falando em Larcomar, ele não é simplesmente um shopping mas um lugar com vista estonteante.

Vista do Lacomar
Vista do Larcomar

Como coloquei no título deste post, Lima fica aproximadamente 150m acima do nível do mar, e esta foto mostra exatamente isso. Entre o mar e a cidade há este paredão de falésias que em minha opinião é o charme da praia, que possui pedras no lugar das areias comumente vistas no Brasil.

Feriado Pátrio:

Talvez esta seja a primeira dica que eu deveria ter dado sobre o Peru: a semana da independência tem muito movimento de turistas: internos e estrangeiros fazendo com que os preços subam: o preço do ônibus intermunicipal não é tabelado e comprar passagem de ônibus nesta data é igual carnaval no Rio de Janeiro para região dos Lagos: muitoooo difícil além de mais caro.

O Peru é um país que respira história e ao longo dos posts sempre que possível colocarei algo relacionado. O dia da independência é 28 de julho e devido a estas festividades não consegui fazer uma das coisas que planejei: voar de parapente em Lima. Os dois dias que fui tentar voar, o céu estava fechado para vôo (dias 27 de julho e 2 de agosto) o que me faz acreditar que eu estava com muito azar!!!

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Clima:

Acredito que a maior parte das pessoas não saibam, mas em Lima nunca faz sol no inverno (temperatura bem amena, cerca de 18C) – a cidade está sempre nublada devido a um fenômeno meteorológico conhecido como o encontro da corrente de Humboldt (vindo da Antártida através do oceano Pacífico) e o ar quente do continente. Outra coisa própria de Lima é que não chove (essa eu  a-d-o-r-e-i !!!!!). Tem coisa pior que você viajar e chover torrencialmente todos os dias?!? O máximo que vi de chuva em Lima foram umas gotinhas que sequer molharam meus óculos – consequência da umidade do ar.

Transporte:

Um ponto que me frustou em Lima: sou uma pessoa com senso de direção incrível mas mesmo assim não consegui andar de transporte público pela cidade. Lima não possui metrô, o que eles possuem é um sistema semelhante ao BRT, mas que não vai até o centro histórico da cidade. Porém no meu último dia no Peru instruí uma senhora em como chegar a loja Ripley, então me senti mais feliz <3.

Os táxis de Lima não possuem taximetro. Antes de entrar no táxi é interessante combinar o valor com o taxista. Uma boa dica é pedir orientação de preços de corrida no hotel. Um táxi do aeroporto ao bairro de Miraflores custa PEN 50.

Gastronomia no Shopping Larcomar :

Acho que muita gente viu o filme “As aventuras de Paddington”, que fala sobre as aventuras do ursinho peruano (que vivia na Amazônia peruana) em Londres.  Stephanie e eu encontramos com Paddington na entrada do shopping Larcomar!

Paddington inaugurado dia 18 de julho de 2015, 4 dias antes de chegarmos em Lima!

O shopping conta com uma vista de tirar o fôlego, lojas de marcas e uma praça de alimentação com muita variedade.

Os destaques de restaurante sāo:

Tanta (comida peruana)

Batata, frango com maiosene, ovo cozido, abacate e tomate acompanhado de salada
Causa Limeña: Batata, frango com maiosene, ovo cozido, abacate e tomate acompanhado de salada
Canja de Galinha
Canja de Galinha
Raviole de Asado: Bañados en su propio juguito al vino tinto, cremita de mostaza y parmesano

Tony Roma’s (tex mex food)

Delicioso com vista sensacional. Pena que não tirei foto da comida!

La Trattoria di Mambrino: massas e vista sensacionais!

Almoço assistindo esquadrilha da fumaça como uma tradicional família limenha tomando Inka Cola.

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Publicado em Peru

Duas garotas no Peru: primeiros passos para viagem


Olá pessoal! Vamos falar hoje sobre nossa viagem ao Peru. Tenho um amigo da época da faculdade que é peruano e após se formar voltou a Lima. Fazia uns 3 anos que eu falava que iria conhecer o país dele e eis que 2015 foi o ano escolhido.

Vamos compartilhar um pouquinho nossa experiência no Peru.

Antes de pensarmos no roteiro que faríamos fui pesquisar a passagem para Lima. Quando fomos ao México fizemos conexão em Lima, então já tinha em mente que o vôo Taca/Avianca era melhor opção.

Do Rio de Janeiro a Lima o vôo dura quase 6h, e com o benefício do fuso que em julho são de 2 horas, chegaríamos a Lima às 9:25 pois a Taca opera com um unico voo diário as 5:40, ou seja com o dia todo para aproveitarmos.

Com isso em mente comecei a entrar diariamente na http://www.Decolar.com para pesquisar preço de passagem. A primeira dica que dou a vocês é a seguinte: eu pesquiso na decolar.com mas dificilmente compro por este site. Além dele gosto muito de pesquisar no http://www.Skyscanner.com.

Com o tempo eu percebi que a passagem nestes sites sempre é mais cara que no site da companhia aérea mas eu acho uma excelente fonte de busca para acharmos o melhor preço e horário.

Como Stephanie só pode viajar nas férias escolares, e o meu tipo de trabalho dificulta as férias no período de dezembro-janeiro, escolhemos dia 22 de julho para desbravarmos o Peru.

Quando pensamos em Peru, qual a primeira coisa ou talvez a única coisa que vem em nossa mente? MACHU PICCHU.

Claro que teríamos que incluir essa parada em nossa viagem. Mas descobrimos que o Peru é mais que Machu Picchu e Ceviche (que eu não experimentei por não gostar de peixe cru, mas vou apresentar outros pratos típicos).

Após algumas pesquisas na internet e no livro Peru da Lonely Planet chegamos ao nosso roteiro:

Lima x Huacachina (Ica) x Paracas x Lima x Cuzco x Machu Picchu × Lago Titicaca (Puno)

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Após decidirmos este roteiro, comecei a pesquisar o deslocamento entre as cidades. Se você pesquisar por exemplo estes deslocamentos pela decolar.com, você desiste da viagem. A passagem Rio x Lima eu paguei USD 400 (parcela em até 10x). Se você for fora do período escolar certamente pagará menos. O que me assustou foram os preços apresentados para passagens dentro do país pela decolar. O Peru tem um preço diferenciado de passagens para Peruanos e não Peruanos. Peruanos pagam cerca de 50% o valor da passagem… ou seja nós não peruanos pagamos o dobro. Pesquisando uma passagem só de ida de Lima para Cusco pela Decolar.com ficava em em BRL 331+ BRL 341 de encargos e taxas ou seja BRL 674.

Isso me desestimulou muito mas eu não queria acreditar que não poderia ficar mais barato. Vi que as companhias aéreas que operam no Peru são: Peruvian, Avianca e Lan. Entrando no site todas ofereciam valores finais abaixo da Decolar.com mas tive um receio: de me cobrarem taxa por eu nāo ser peruana. Decidi comprar passagem pela Lan que recentemente se fundiu com a Tam (as vendas são feitas no site da Tam o que na minha cabeça reduziria possibilidade de cobrança de taxas extras pois eu era uma brasileira comprando em um site brasileiro). Um último ponto a se colocar sobre as passagens dentro do Peru é a seguinte: se você comprar pela Decolar.com você não poderá parcelar, mas no site da Tam parcela em até 5x.

Falamos um pouco aqui sobre as passagens aéreas e nos próximos posts falaremos sobre cada dia de nossa viagem.

Beijos ♡!