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México – Orizaba, Tlachichuca – 15.09.14


Cheguei em Orizaba mais de meia noite. Havia reservado uma diária no hotel Holiday Inn que ficava menos de 5 minutos da rodoviária. Naquela noite eu não dormi, eu capotei!

Antes das 7h da manhã o Oscar estava no hotel. A recepção me acordou para avisar que ele havia chegado. Me arrumei super rápido e fui encontrá-lo. O café da manhã não havia sido servido ainda e tínhamos uma viagem até o início de nossa aventura: o Pico do Orizaba.

O vulcão Pico do Orizaba ou Citlaltepetl (que significa estrela da montanha) é a montanha mais alta do México e a terceira maior da América do Norte. Ele também é o terceiro vulcão mais alto do hemisfério ocidental porém encontra-se inativo (o que não significa extinto – sua última erupção foi em 1687). O Pico do Orizaba possui 5.610m de altitude e está localizado na fronteira dos estados de Veracruz e Puebla. Existe mais de um caminho para se percorrer até o topo e eu escolhi o que se inicia por Tlachichuca. Quem nos ajudou a fazer esse passeio foi a empresa Servimont – http://www.servimont.com.mx/en/ – mais precisamente Gerardo Reyes – que me orientou sobre tudo quando estava ainda no Rio de Janeiro, indicando ir a montanha por Tlachichuca por ser o lado mais bonito da subida.

Na viagem entre Orizaba e Tlachichuca podíamos ver paisagens lindas tendo como pano de fundo o Pico do Orizaba e seu cume nevado.

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Chegamos no vilarejo de Tlachichuca e não tivemos dificuldade em encontrar a Servimont. Ela funciona numa antiga fábrica de sabonetes e é uma volta ao passado ver as antigas máquinas que ali se encontram.

Ganhamos lanches do Gerardo e já me antecipando um pouco fiquei super triste de não ter comido com ele na volta do passeio. Mas depois eu explico porquê.

Depois de comprarmos mais água para estarmos totalmente abastecidos, pegamos uma jardineira 4 x 4 que nos deixou aos pés da montanha. Quem dirigiu o carro foi o filho do Gerardo e um guia nos acompanhou na primeira etapa desta aventura (fato que nos deu mais assunto foi que a filha do Gerardo fez intercâmbio na Puc-RJ! O mundo é super pequeno né!).

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Início da Caminhada

Adrenalina me deixou morrendo de calor apesar da baixa temperatura

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Morta com a altitude

Altitude pesava de todos os lados. Primeira coisa que eu pensei: “Meu Deus não vou conseguir caminhar nem  minutos! Vim até aqui a toa!”

Mas de repente veio uma força dentro de mim, que eu sequer sabia que existia.

Neste pico aprendi a ter perseverança, a ir sempre um pouco mais, mas principalmente saber que quando o ar lhe falta, respire fundo. Então quando a paciência nos falta, a falta de vontade ou qualquer outra coisa, respire fundo quantas vezes forem necessárias até seu corpo se reacostumar a essa nova situação. Tenha certeza que ele vai reacostumar e você vai conseguir! Somos seres adaptáveis. Só temos que dar tempo ao tempo! Para vocês terem uma ideia comparativa, o maior pico do Brasil é o Pico da Neblina com 2.993m. Não cheguei ao topo do Orizaba, mas cheguei a 4.000m!

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Eu lembro que em um determinado momento o guia me falou: Bianca vamos voltar já está bom – mas eu não conseguia ver o pico ainda… Descansava um pouco e depois avançava. Num determinado ponto pude ver o pico e fiquei deslumbrada. Tinha um morrinho logo a frente que se conseguíssemos ultrapassar, a vista melhoria a beça. Esse morrinho foi meu topo do Orizaba. Sabe aqueles 300m que parece a vida? Foi assim até alcançá-lo.

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Meu Pico

O pior foi a volta. Oscar pensou que eu não ia conseguir voltar e já estava arquitetando como me carregar. Na verdade eu andei no automático. Não conseguia parar, dava tremedeira nas pernas. Quando finalmente chegamos a base senti uma dor de cabeça insuportável, provavelmente devido a escassez de oxigênio.

Fiquei chateada porque o Gerardo havia preparado algumas guloseimas, mas com minha dor de cabeça insuportável tudo o que eu queria era ir para o hotel. A próxima parada foi em Puebla, onde eu havia reservado um hostel, mas com todo meu mal estar nem o procurei – fui direto para um hotel para dormir e me recuperar de toda a aventura <3!

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Peru – Lago Titicaca – Isla Taquile – Décimo Primeiro Dia – 01/08/2015


Depois do susto do dia anterior, Stephanie passou bem a noite. Tínhamos um passeio marcado para as 07:30 da manhã para isla Uros e Taquile, mas achei melhor não acordar a Stephanie, por tudo que tinha acontecido na noite anterior. Quando deu o horário do passeio, o guia nos interfonou no quarto e a Stephanie ficou louca porque disse que não íamos mais: resumo da história: tive que arrumar as malas, nos arrumar e agilizar o check out e café da manhã em 10 minutos. Nem sei como consegui, mas logo estávamos no transporte para pegarmos a embarcação que passaria por Uros com destino final Taquile.

Água transparente do Lago Titicaca
Água transparente do Lago Titicaca

Antes de conhecermos a ilha, fizemos um passeio num barco menor,  onde uma criança cantou para a gente. O que me impressionou foi que ela cantou Michel Teló (nem sabia que havia 2 brasileiras no barco!). A energia elétrica não chegou a ilha, mas o Michel Teló sim. Isso não é  i m p r e s s i o n a n t e???

Ela cantou e depois pediu contribuição das pessoas. Não era uma cantora, nem tinha uma voz que nos admirava. O que me admirou realmente foram as músicas que ela cantou.

O barqueiro nos ofereceu totora para comer (lembram que as casas, o chão da ilha, os artesanatos, enfim… tudo é feito de totora). Eles comem como se fosse banana. Experimentei mas não gostei!

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Chegamos a Uros e tivemos novamente uma explicação sobre a ilha (visitamos a isla Purimita, que abriga 10 famílias). Esta não tinha um presidente como a ilha que havíamos visitado no dia anterior.Nos mostraram como uma ilha é construída com a totora, assim como suas casas e sua alimentação. Houve até demonstração de como os gatos adoram totora!

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gato comendo Totora!

Eles cantaram para nos recepcionar uma música que dizia como estavam felizes com a nossa presença. Após todas as apresentações, haviam representantes que no escolhiam para mostrar suas casas e conversarmos um pouco.

Quem me recepcionou foi a Mari, uma adolescente de 15 anos. Ela já não estuda mais, ajuda sua família na produção de artesanatos para turistas. A realidade deste povo eh tao diferente da nossa… Aos nossos olhos uma vida muito dura… É uma vida simples, onde não ha roubo, inveja, diferenças sociais entre eles…

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Eu e Mari
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A mãe da Mari

Após conhecermos a casa, que era super simples, só cabia a cama e tinha algumas coisas penduradas na parede, fomos conhecer o artesanato de cada família.

Diferente da ilha anterior que era uma cooperativa, e os artesanatos eram bem padronizados, em Purimita, percebi diferenças entre um “stand” e outro, o que me deu certa pena. Eu queria comprar artesanato da Mari, mas achei eles feios além de caros. Mas via que outras famílias tinham materiais mais legais (ainda assim bem caros!).

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Logo após as compras, voltamos para o barco rumo a Isla Taquile!

Ficamos mais de 2 horas no barco até avistarmos a ilha. O lago já fica 0 3800 m de altitude, a ilha chega a 4000m! Imagine como foi subir até a vila! O guia havia dito que em 15 minutos chegaríamos, mas eu e Stephanie demoramos mais de meia hora, muita água, muito descanso!

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Entrada para Taquile

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Caminho até a vila

Tivemos a sorte de irmos na semana da festa de São Tiago (25 de Julho a 5 de Agosto), com danças típicas na plaza.

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As roupas das pessoas da ilha falam sobre seu estado civil. Por exemplo, uma mulher com saia colorida que dizer que ela é solteira.

Vimos as danças e fomos almoçar na casa de uma família. As opções de comida que tinham era peixe ou omelete, sendo que o omelete não tinha queijo.

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Voltamos para o barco pelo outro lado da ilha. Descer sempre foi mais fácil, mas ainda assim tive dificuldade porque na descida tinha muitas escadas e devido a altitude me sentia zonza, o que fez com que novamente eu tivesse que parar várias vezes para me estabilizar.

Dicas para o passeio:

  1. Por mais que a previsão mostre uma temperatura de  3 C, você pode acreditar que estará muito quente (não em Puno, mas nas ilhas…)
  2. Segurar casaco é difícil, segurar o corpo a 4.000m de altitude é ruim! Cansa muito! Os guias recomendam que você deixe os casacos no barco.
  3. Use muito protetor solar!
  4. Se você for chato para comer, leve uma fruta ou algo assim, porque não encontrará opções de refeições

Voltamos na ilha, fomos para o hotel pegar as malas. Nosso voo de volta estava previsto para as 21h em Juliaca. Infelizmente o voo atrasou quase 3 horas. A LAN comprou lanche para todo mundo no aeroporto, mas foi uma noite bem cansativa. Chegamos no hotel em Lima mais de 3 horas da manhã. Neste dia, tentei novamente fazer o voo de parapente, mas o céu estava novamente fechado para voo devido apresentação da esquadrilha da fumaça. Eu e Stephanie vimos a apresentação, almoçamos no restaurante La Trattoria di Mambrino no Larcomar. Nosso voo era a noite e passamos a tarde dando comida para os gatinhos da Plaza Kennedy, uma coisa inusitada e que a Stephanie adorou! E assim terminou nossa aventura no Peru ❤

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Peru – Puno – Lago Titicaca – Décimo Dia – 31/07/2015


Antes das 6h estávamos no aeroporto de Cusco rumo ao aeroporto de Juliaca. Nosso destino final era Puno, cidade a beira do lago Titicaca.

Diferente de nossa chegada ao aeroporto de Cusco, onde não havia táxi, não havia nada, no aeroporto de Juliaca fomos interceptadas por várias vans que faziam o transfer até Puno. Eu havia entrado em contato com o hotel que nos hospedaríamos em Puno (mais uma Casa Andina!) e nos cobraram USD 100 pelo transfer. Achei super caro e resolvi tentar a sorte no aeroporto e foi o melhor que fiz. O transfer saiu por PEN 10 por pessoa e nos deixaram na porta do hotel.

Antes de fazer essa viagem, um amigo do trabalho havia dito que uma amiga dele tinha ido a Puno e ela só falava que lá era uma grande favela. Tive a mesma péssima impressão. A cidade é super estranha e a primeira vista era pior ainda. Meu planejamento inicial era chegar na sexta feira de manhã e ficar até sábado a noite e se possível passar a noite na isla Uros. O período que passei lá foi exatamente este, que achei perfeito, mais tempo seria realmente demais.

Se Cusco era alto, imagina Puno. Esta cidade fica a 3.827 m acima do nível do mar. Como saímos do aeroporto de transfer, acabamos dando involuntariamente uma voltinha na cidade, e o que eu via era muita pobreza, um lugar super feio, e um enjoo/ dor de cabeça horroroso. O motorista da van perguntou se eu já tinha passeio comprado e me ofereceu um passeio no dia seguinte para Isla Uros e Taquiles por PEN 90 eu e Stephanie.

Nos acomodamos no hotel, tomei um bom banho e fui deitar um pouco pois não estava nada bem. Nisso já não pensava mais em passar a noite na isla de Uros. Por volta de 13 horas pedi uma indicação de algum lugar para almoçar e foi quando andarolamos pelo centro da cidade. Almoçamos no La Casona, que é um bom restaurante e comemos massa. Lá tinha Cuy bem mais barato que em  Cusco.

Depois do almoço pegamos um tuk tuk (lembra do triciclo que tinha em Ica?!) até o porto de Puno. Em frente ao porto há um feirinha de souvenier e várias agências que vendem passagem de barco até as ilhas. Por PEN 10 pegamos um barco para uma das ilhas de Uros, para conhecer as famosas ilhas flutuantes.

É bem impressionante como tudo é feito de totora! Conhecemos o presidente de algumas ilhas, que explicou o funcionamento das ilhas comandadas por ele. O artesanato por exemplo (todo em totora) funcionava como cooperativa e não importava qual stand comprássemos, a renda era revertida para todos os moradores daquele grupo de ilhas.

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Barco turístico feito de totora

Um outro ponto impressionante é como o a água do lago é límpida! Se pensarmos em toda miséria que há ao redor, como não contamina a essência do lago!

Nossa primeira visão do lago Titicaca
Nossa primeira visão do lago Titicaca

Com essa ida rápida e não programada deu para termos nossa primeira impressão das ilhas e conhecermos o principal ponto turístico desta cidade tão maltratada a primeira vista.

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Muita totora atrás da gente!
Lago Titicaca!
Lago Titicaca!
Aprendendo um pouco sobre as Islas Uros ou Ilhas Flutuantes!
Aprendendo um pouco sobre as Islas Uros ou Ilhas Flutuantes!
Artesanato nas Ilhas Flutuantes! Tudo de totora!
Artesanato nas Ilhas Flutuantes!
Tudo de totora!
A ilha!
A ilha!
Lago a vista!
Lago a vista!

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Cabana de Totora por dentro
Cabana de Totora por dentro

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Símbolo Inca construído em Machu Picchu e reproduzido com totora
Símbolo Inca construído em Machu Picchu e reproduzido com totora

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Voltamos para o hotel e eu voltei a me senti bem mal. Deitei e cochilei um longo período. Por volta de 20h ainda esta me sentindo mal, mas falei para Stephanie que tínhamos que ir a algum lugar comer alguma coisa. De repente quem começou a passar muito mal foi ela. Começou a chorar de dor na barriga, que não estava aguentando. Fiquei super preocupada, parei de passar mal em 2 segundos, liguei para a recepção para pedir um médico e liguei para o seguro que havíamos feito (sempre faço seguro pela GTA). A menina do seguro falou que ia localizar um médico mas avisei que já tinha pedido ao hotel, pois não estávamos numa cidade grande e eu estava muito preocupada. Ela me deu toda orientação para pegar o reembolso dos custos, mas acabei nem fazendo. A consulta custou PEN150. E logo após o médico chegar, graças a Deus a dor da Stephanie já havia passado. Pensei logo em apendicite, mas o médico me explicou que as crises de apendicite são graduais e não agudas de uma hora para outra como foi o caso. Além da direção da dor que não era a mesma. Ele ficou a disposição se ela sentisse algo novamente. Foi um grande susto, rápido ( tudo não demorou meia hora) e intenso!

Pedi um lanchinho no quarto e passei a noite na expectativa que o susto havia realmente passado ou se algo mais iria voltar a acontecer…