Publicado em México

México- Veracruz – Set-2014


Minha ideia de fazer um blog surgiu da viagem que fiz ao México em Setembro de 2014, porém só o criei 1 ano depois.

Hoje vou começar a compartilhar com todos vocês uma viagem repleta de coisas diferentes em um estado do México que não tem propaganda no Brasil: Veracruz.  Já conhecia Cancun, Cidade do México, Acapulco, Taxco, Guadalajara, Tequila… Comprei a passagem por um motivo, mas um tempo após comprar a passagem, ir a Veracruz já não fazia sentido apesar de ter alguns amigos mexicanos. Eu tinha uma passagem que havia custado BRL 1.000 e 2  possibilidades: gastar BRL 800 para desmarcar ou encarar a viagem. Entrei no site da Aeroméxico e vi o seguinte anúncio: A Aeroméxico pode levar você  a Veracruz, um dos melhores lugares a se conhecer no México – Aí pensei – por que não conhecer?

Essa viagem fiz sozinha, foram 5 dias no México e conheci: Veracruz, Jalcomulco, Tlachichuca – Orizaba, Puebla e voltei a cidade do México para entrar no museu da Frida Khalo, porque não consegui ir a primeira vez que fui a cidade.

Não queria deixar de registrar que conheci duas historias legais no voo, pena que  não peguei o facebook de nenhum deles. O voo saiu do Rio de Janeiro às 10:15 da manhã. Primeiramente conheci o Pierre, um canadense que fala super bonitinho português e vive com a esposa que é brasileira em Juiz de Fora há mais de 20 anos. Ele estava indo visitar a neta que mora em Ottawa e trocamos varias histórias de viagem. A segunda pessoa que conheci foi quem dividi 10h de companhia: Hugo Leonardo, um mineiro super simpático que estava andando de avião pela primeira vez para visitar o filho que está estudando medicina veterinária pelo programa Brasil sem Fronteiras na Califórnia. Além de varias atribuições, ele é médium e faz um programa bem legal em um centro espírita em Cataguases – conversamos a beça, quase não dormi no voo. Um pouco antes de chegar a Cidade do México (a Aeroméxico tem voos diretos do Rio de Janeiro a Cidade do México – lá fiz uma conexão a Veracruz – uma observação importante que todos os voos com conexão na Cidade do México tem as malas revistadas no raio x – então as pessoas tem que pegar a mala, passar no raio x e despachar novamente da sala de embarque), passamos por algumas turbulências. Fiquei com pena do Hugo  – houve uma turbulência tipo queda livre e todo mundo gritou… que medo! Chegando no aeroporto a primeira iguaria que comi foi uma empanada de chispas con chilli. Muito bom!

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Ainda no avião antes de desembarcar na Cidade do México, fui informada que haviam mudado o horário da minha conexão, pois 0 intervalo era curto (apenas 1h) e a companhia achou  muito arriscado (apesar de terem me vendido desta forma). Chovia muito na Cidade do México e fiquei mais de 2 horas esperando o próximo voo a Veracruz.  Veracruz é o nome da cidade que desembarquei e está localizada no estado de mesmo nome. Porém o nome da capital do estado é Xalapa ou Jalapa. Foi super confuso estes dois nomes para a mesma cidade: eu procurava aeroporto e não achava e pensava… não é possível a capital do estado não ter aeroporto.

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Cheguei ao aeroporto de Veracruz passava de meia noite. No mês de setembro o Brasil está no horário normal e o México no horário de verão. Com isso o fuso horário era de 2h. Estava super cansada e na minha programação que queria fazer coisas diferentes, havia resolvido me hospedar em um hostel o que foi uma péssima ideia. Estava chovendo muito em Veracruz. Infelizmente não lembro o nome do hostel, mas felizmente fui pesquisar no site  onde reservei Hostel e não o encontrei, então vocês não entrarão na mesma cilada. Imaginem a situação: 14 horas viajando, um trapo humano chegando no hostel.  Primeiro parecia que não tinha ninguém para me atender. Depois de uns 5 minutos, apareceram uns hóspedes que abriram a porta. Eu havia reservado um quarto feminino com ar condicionado no térreo. O rapaz que trabalhava lá apareceu e disse que não tinha vaga neste quarto, mas poderia me colocar ou num quarto misto com ventilador no térreo ou em um quarto feminino com ventilador no primeiro andar (escada, claro). Aceitei o quarto feminino. Arrastei-me com a mala e chegando lá tcharánnnnn: não tinha luz! Falei com o rapaz que não tinha luz. Ele falou que havia mais uma opção no andar de cima. Arrastei-me novamente e tcharaaaannn: tinha goteiras… acho que devia até ter ratos, mas não fiquei tempo suficiente para encontrá-los. Pedi a senha do wi-fii e fui caçar um hotel. Pedi que o rapaz da recepção chamasse um táxi e gentilmente (só que não!!) ele falou para eu ir até a rua para conseguir. Era mais de 1 hora da manhã, chovia a beça e fui lá eu caçar um táxi e pedir a Deus que conseguisse sair dali o mais rápido o possível. Nem acreditei que consegui um táxi em menos de 5 minutos, o taxista foi super atencioso e me levou ao hotel que eu havia visto na internet mas não sabia se teria vaga. O taxista só foi embora depois de conseguir fechar tudo com o hotel Vera Cruz Centro Histórico (fui super bem acolhida!).
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Chuva no Aeroporto
Uma coisa que gostaria de registrar que essa questão do hostel foi o único inconveniente. De resto posso dizer que essa foi uma das melhores viagens que fiz, que cada dia foi um aprendizado, como vocês verão nos próximos posts. ❤
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Publicado em Brasil Minas Gerais

OURO PRETO, MARIANA, BH – PARTE II


Seguindo nossa viagem a Ouro Preto fomos conhecer o distrito de Lavras Novas.

Este distrito fica cerca de 17km de Ouro Preto. É possível ir de ônibus regular, mas os horários são bem restritos.  Conversamos com um motorista de táxi que fechou a corrida por BRL 80. A estrada que leva até Lavras Novas é de terra e diga-se por passagem bem esburacada. Levamos cerca de 30 minutos para chegar ao centro. Para quem gosta de aventura, sugiro que reserve mais que um dia para ficar nesta região que conta com algumas pousadas (para pesquisar pousadas na região entre no link Pousadas em Lavras Novas).

Mas o que encontramos em Lavras Novas? Diversas cachoeiras (3 pingos, do falcão, pocinho, prazeres, castelinho, dos namorados), comidinha caseira mineira, lojinhas de artesanato,  rapel, tirolesa, trekking, escalada, caiaque…

Como fomos apenas para passar o dia, fomos a uma cachoeira, almoçamos e olhamos as lojinhas. Para voltar por sorte pegamos o telefone do motorista que nos levou – o transporte é bem difícil nesta região.

Escolhemos a cachoeira dos Pocinhos para visitarmos. Andamos bastante até conseguirmos chegar até ela. Há vários trechos de mata bem fechada, em vários momentos tivemos a sensação: “estamos no quintal de alguém!”, “e se tiver um cachorro?”. A trilha não é muito sinalizada. Encontramos várias pessoas perdidas para os 2 lados: onde fica a cachoeira?, como faço para voltar?.

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Casa da Bruxa no caminho para Cachoeira Pocitos
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Trilha para chegarmos a cachoeira
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Pocitos

Como o próprio nome diz Pocitos é um poço – a cachoeira fica bem distante, queda pequena, porém é um poço grande. A água  estava geladíssima, foi difícil de tomar coragem para entrar, mas consegui. Depois de 30 minutos, o tempo começou a fechar, ameaçando um temporal e fomos embora. Foi bem angustiante, porque estava começando a chover, estávamos no meio da mata, e ouvíamos trovões e raios um pouco distante. Depois de um tempo estávamos cansadas, não conseguíamos andar rápido e não chegávamos a lugar algum. O engraçado foi quando vi uma parede verde e falei para minha amiga: Denise estamos perdidas não lembro desta parede e ela respondeu: graças a Deus -eu lembro acabou a trilha!

Voltamos a rua da casa da bruxa e andamos até o centro onde buscamos um local para comer. Passamos por um restaurante (Restaurante Delírio – tipo uma pensão) que estava bem cheia e resolvemos ficar por lá mesmo. Nos sentamos na varanda da casa e um cachorro se apaixonou pela minha amiga.  A pensão era do seguinte estilo: árvore na frente da varanda com as folhas caindo sobre a gente, cachorro metendo a cara na nossa comida, a terra batida em frente a casa… acho que tudo isso fez com que a comida tivesse um gostinho especial.

Depois do almoço, andamos pelas lojinhas e o motorista de táxi foi nos buscar.

Passamos mais um dia em Ouro Preto, subindo e descendo as ladeiras, indo a blocos de carnaval, explorando a cidade, vendo que a arquitetura foi muito bem preservada.

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Na quarta feira de cinzas gostaria de ter ido a Inhotim – o Instituto Inhotim é um dos mais importantes centros de arte contemporânea do mundo, com uma área de visitação de 140 hectares: possui um jardim botânico, acervo com mais de 200 obras de arte contemporânea em exposição nas 22 galerias e jardins  –  localizado na cidade de Brumadinho que fica  55km de Belo Horizonte e  108 km de Ouro Preto. Infelizmente a logística de ônibus não permitiu que fôssemos para lá -pois os horários de ônibus eram restritos e tínhamos o problema do horário de voo de volta ao Rio.

Então aproveitamos o dia para conhecer um pouco de Belo Horizonte. Pegamos a van de volta a BH, descemos na rodoviária, pagamos pelo serviço de guarda volumes para nossas malas e fomos dar uma volta na cidade.

Pegamos um táxi até a Praça Liberdade onde estão localizados o MM Gerdau (Museu das Minas e do Metal), Espaço Conhecimento da UFMG, Centro Cultural Banco do Brasil e o Memorial Minas Gerais Vale. Esta praça é um pólo de cultura. Uma atração ao lado da outra o que achei muito legal. Como era feriado, só conseguimos visitar o CCBB e o Museu das Minas e do Metal.

Fiquei m-a-r-a-v-i-l-h-a-d-a com o museu administrado pela Gerdau – Museu das Minas e do Metal. Totalmente interativo, ele é um show de conhecimento – e o melhor: gratuito! Nele você encontrará informações desde formações rochosas até pedras preciosas (tudo interativo), passará pela exploração histórica destes recursos no Brasil. Sabe aquele lugar que você encontra muitas informações e que são passadas de forma tão natural que você não quer sair de lá, quer aprender mais e mais? O  museu funciona de terça a domingo de 12h as 18h. Para maiores informações, acesse Museu das Minas e do Metal.

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Pedras Preciosas, Composição das Pedras – tudo interativo – MM Gerdau

 

 

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CCBB

Finalizamos nosso passeio com a vista do Mirante das Mangabeiras, onde temos uma excelente vista de toda cidade de Belo Horizonte!